Capítulo II - Até onde os olhos enxergam...


 "... Sim, uma palavra que, como todas as mais, só por outras palavras poderá ser explicada, mas, como as palavras que tentaram explicar, quer tenham conseguido fazê-lo ou não, terão, por sua vez, de ser explicadas..."

...Depois dos acontecimentos da virada do milênio...

Logo no início de 2001 o mestre Oshem dos akashas Vajrapani resolveu pedir ajuda a Suo Hanto, líder dos Li-Hai em São Paulo em busca de possíveis soluções e esclarecimentos para o enigma das previsões que haviam sido realizadas através de seu conhecimento do mundo espiritual. Oshem e Hanto, acompanhados de dois aprendizes, partiram para o mundo espiritual em busca de explicações no começo do segundo semestre.

Nabuco, líder da Sociedade de Pan, aproveitou a deixa para ir visitar a Capela Espiritual Plural da Bahia, sede de cultistas e oradores, em busca de iluminação para suas percepções e futuros problemas. Enquanto isso, os herméticos, depois do acontecimento com Hermógenes, acharam melhor pedir reforços contra as possíveis ações tecnocratas na cidade. Através de William, bani Bonisagus líder da capela, Alencastro, um reconhecido professor Flambeau, chegou da Espanha para fortalecer a ordem. Além disso, Hermógenes pediu auxílio para um velho aluno da Capela da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro – Samuel Eolis, bani Bonisagus.

Devido aos problemas surgidos com os adeptos – invasão tecnocrata dos sistemas da cidade – foi necessário um chamado, e alianças, para suprir a difícil situação de manutenção de parte da Teia Digital mantida em São Paulo e das informações mantidas sob sigilo. Velhos aliados, como a facção dos Cyberpunks, tornaram a ter um papel importante, enquanto que o reaparecimento de um antigo agente tecnocrata da época da ditadura Afonso Maltrovith, livre após longo tempo preso em um lapso temporal (desde a época do incêndio do edifício Joelma) foi essencial. Após sua confirmada “troca de lado”, representada na entrega de vários códigos e senhas das redes virtuais dos tecnocratas no Brasil... e de uma digitalização das condições de sua psique.

A aliança com parte dos Garou da cidade foi essencial para manter sob controle a influência dos amaldiçoados (vampiros) e das entidades sobrenaturais sem controle. Servindo também como ajuda para o resguardo e segurança contra uma possível investida dos tecnocratas. Ajuda firmada graças à ação da Capaíluse na repressão a uma estranha força, nunca antes vista na cidade, ajudando os Garou a mandá-la de volta ao mundo espiritual (provavelmente resquícios dos eventos da virada do milênio). Naquele momento, devido à viagem de Nabuco, a cabala Capaíluse formou-se a partir dos seguintes membros: Michel, adepto dos Cypherpunks; Josué, corista dos Latitudinarians; Nália, uma pupila de Hermógenes, hermética bani Fortunae; e no lugar de Nabuco, o recuperado Robson, cultista dos Acharme.

O pior veio a acontecer nos meses de agosto, setembro e outubro, com o desaparecimento de alguns despertos, entre eles, experientes mestres e lideres. O primeiro caso foi do “desaparecimento” de um adepto pouco conhecido, mas que mantinha relações com a Central de Informações (Capela dos Adeptos). Embora não tenha sido considerado um caso de desaparecimento inicialmente, mesmo porque os adeptos costumam ficar sem se comunicar durante muito tempo, após os outros casos a situação ficou clara: um estudante dos eutanatoi, que deixou de comparecer nas reuniões obrigatórias da Capela de São Bernardo (seu desaparecimento ficou sob sigilo dos Eutanatos até que os outros viessem à tona);  e o desaparecimento coletivo do mestre Flambeau Alencastro, o jovem Bonisagus Ivan Stocklos, a estranha Oradora aliada dos Garou Anika, e o adepto Cyberpunk 0/312.

No inicio de novembro os herméticos chamaram uma reunião urgente para que se tomasse uma iniciativa frente aos desaparecimentos...


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