Capítulo IV: Cartas Marcadas



“Tinha-se que viver – e vivia-se por hábito transformado em instinto – na suposição de que cada som era ouvido e cada movimento examinado, salvo quando feito no escuro”.

Dante esperava o ofício ansiosamente... ele chegou... sua ansiedade transformou-se em alívio, pois ao ler o anunciado documento percebeu que não tinha sido escolhido. “Ufa!!” pensou de maneira discreta (sempre discretamente foi treinado a pensar), embora novato na Ordem tinha informações sigilosas. No começo nunca imaginaria que um serviço público pudesse ser tão interessante, porém, depois de algum tempo percebeu que nada é de graça, onde quer que esteja, e mesmo as prometidas crenças de união e proteção da humanidade se escoavam, sobrando somente o receio de que fosse um dos escolhidos.




Jardim Nova América, Zona Sul da Capital, Fevereiro de 2002
## Casa de um simpatizante do Sindicato ##
Comato respira fundo na porta daquela casa, o cheiro é desagradável... reconheceu o odor, morte. Não há mais ninguém lá, pelo menos não com vida, ele sabe, seu olfato nunca erra. Entrar foi fácil, uma porta forçada, uma janela quebrada, quem o fez não se preocupou em esconder.
Lá dentro, na sala de estar, pendurando de cabeça para baixo em um luxuoso lustre, estava o jovem simpatizante da tecnocracia, pelo menos o que restou de sua carcaça. Sem pele, com as pontas dos dedos, e órgão genital, ambos devorados de forma agressiva, tinha morrido da massiva perda de sangue.
É fácil identificar inúmeras partes desse quebra cabeça... pele tirada com um instrumento afiadíssimo, de alta precisão – não foi qualquer um – ou melhor – não foram... uma análise de fios de cabelo encontrados na cena demonstram que mais indivíduos estiveram envolvidos. Provavelmente os mesmos chineses que o Chefe mandou investigar e enviar um relatório sobre sua movimentação [seriam membros da Tríade, máfia chinesa concorrente de interesses da Yakusa na capital]. Sem dúvida eram chineses, os traços característicos da morte daquele rapaz, o jeito e sinais deixados demonstram claramente que foi uma ação de alguém que conhece bem a “tradição milenar” do Reino Médio.
Logo o grupo de contenção vai chegar, e os responsáveis serão procurados, afinal, se alguém está procurando algo, ou alguma coisa, do Sindicato, vai conseguir deixar muita gente aborrecida... contudo, era só um simpatizante, talvez devesse algo, ou apenas estava no lugar errado e na hora errada... esse negócio já está longe do que me foi incumbido.
No dia seguinte Comato recebeu um telegrama da diretoria paulista do Sindicato, orientando sua remoção imediata para Santos, onde iria iniciar um programa de treinamento intensivo de membros simpatizantes dos Engenheiros, da Divisão de Fronteira Marítima.

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Finalmente vou ser útil! Que idéia imbecil, refletia o Dr. Mendes enquanto voltava para o apartamento o qual estava acomodado em Brasília. Seus pensamentos eram vagos, apenas formulas e um entrevê de artigos acadêmicos relevantes vinham em sua mente naquele momento angustiante (curioso? não.).
Porém, quando o estranho ao seu lado comentava algo ao mesmo tempo sutil e familiar uma questão pairava: Por que diabos agentes simpatizantes da Nova Ordem queriam lhe ver morto. Sua presença na cidade não agradava ninguém, era óbvio, afinal, nos últimos meses em algumas conversas “sutis”, talvez não tão agradáveis, que havia tido percebeu que era mais do que um pária, uma anomalia – era como o chamavam. Deve ser coisa pessoal, será? O que será? Perguntou-se por um minuto, ao mesmo tempo em que conseguiu se questionar. Quem será esse alguém que me salvou da desmaterialização certa. Não importa, ele me salvou, pensou logo em seguida, não é da minha conta, somente minhas diretrizes e ordens devem ser relevantes.
De volta ao seu apartamento, confortável, diga-se de passagem, após despedir-se do estranho familiar, questionou mais uma vez (raros eram aqueles momentos de questionamentos, embora nada agradáveis): Se o atentado aconteceu por picuinhas particulares sobre minha pessoa, como diabos conseguiram aquele material restrito de agentes de campo, afinal eram apenas simpatizantes? E quem me passou através do código de segurança o meu objetivo primário? Depois de alguns copos de uísque (sempre o de melhor qualidade é claro), acompanhados com algumas drogas desenvolvidas por ele mesmo, aquela noite terminou com uma conclusão que trouxe de volta tranquilidade para os seus pensamentos: Incompetência, afinal, incompetência, se a comunicação no interior da União não melhorar coisas como essa podem voltar a ocorrer!
Em março de 2002 o neurologista Marcelo Mendes recebeu suas novas ordens: Viajar para São Paulo e se apresentar para um projeto de Recolocação das Convenções na Cidade. A única coisa que lhe veio a mente no momento que terminou de ler foi a expectativa que enfim seria útil, Brasília havia sido desgastante – além de sua tentativa de assassinato, boatos infundados haviam surgido sobre ele!

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Num escritório qualquer um reconhecido editor chefe de uma influente rede de televisão brasileira analisa as possibilidades dentro daquele volume intenso de informações e acontecimento, sabia que as análises para esse ano não eram das melhores, mas não esperava que as coisas se encaminhassem para isso.
Desde a queda do poder do Sindicato na cidade sua aliança com a convenção poderia complicava-se, afinal, a “guerra fria” com a Nova Ordem não iria ser boa coisa já que era um dos seus representantes de destaque na região. Isso se confirmou em meados de fevereiro daquele ano, 2002, quando recebeu um comunicado urgente do novo representante da Torre de Marfim em São Paulo: a metodologia dos Vigilantes, a qual era o responsável, iria receber um aumento de 40% nos fundos, contudo, isso só aconteceria caso ele demonstrasse sua fidelidade a União, entregando informações importantes do Sindicato nas mãos da Nova Ordem, caso contrário, esse mesmo montante (subtraído das atuais rendas) poderia ser desviado para metodologias que fossem mais úteis aos ideais condizentes a ordem.
Então, através de seus aliados no interior do Sindicato conseguiu uma reunião com Rafael Correia, um assistente direto de Catharina Guimarães. Como era de se esperar, depois dos acontecimentos do final do ano findo, eles também se interessaram em um jantar de negócios.
[Essa situação de deu depois do escândalo interno na Tecnocracia, em que planos do Sindicato ligados ao financiamento para a implantação do Programa de Erradicação estavam vinculados a uma base autônoma de operações sob o controle do Saw Tsu Wo, na qual experiências contrárias aos preceitos de Damian estavam sendo realizadas com os despertos das tradições aprisionados no local. Aparentemente, o principal responsável pelo acontecido foi o Wenk Liu Haw, Subsecretário dos Assuntos Adjuntos do Sindicato na China Continental, responsável pela liberação dos fundos para o Sindicato.]
O jantar com Rafael Correia foi tranquilo, mas como era de se esperar um algo tão delicado somente seria possível numa troca justa, é assim que os homens do Sindicato fazem negócio. Apenas uma coisa poderia valer um favor tão grande – a chave de segurança de acesso aos computadores mainframe do Banco Central.
[Uma das resoluções da Tecnocracia brasileira depois do evento foi o corte dos fundos direcionados ao capital externo que eram desviados para as agências no Brasil, cerca de 50% do montante era exclusivo do Sindicato paulista. Depois da reunião de dezembro esse valor caiu para apenas 30% - uma “vitória” do sindicato, que graças a trunfo dos despertos aprisionados conseguiu manter esse valor, já que a proposta inicial era de que fosse para 20%].
Era simples, entregar uma informação vital do Sindicato para a Nova Ordem para conseguir um aumento nos fundos e impedir que parte dos atuais fosse “confiscado”, e conseguir uma senha que permite que o Sindicato possa desviar “por debaixo dos panos” o quanto quiser para sua conta.
Qual o melhor caminho?
Algumas semanas depois, enquanto pensava na melhor escolha, recebeu um telegrama de combustão interna que colocava mais um fator nessa equação, uma caixa postal para a entrega de informações sobre ações divergentes aos preceitos de Damian. Em troca: Status e poder no interior da União.
         No começo de Março, um possível plano estava sendo traçado, seus contatos no meio científico arranjaram um hacker, que, dependendo de quanto fosse oferecido poderia fazer o serviço para conseguir a senha, ao mesmo tempo, aliados no submundo do crime poderiam dar cabo dele depois que os dados estiverem em sua mão, e para melhorar, tudo  sem precisar sequer  se identificar.
         Talvez um fator esteja lhe escapando. Será que suas ações não podem estar sendo vigiadas? Afinal, estava deixando de ser um mero “peão” naquele jogo para se tornar um “cavalo”, ou quem sabe, “um bispo”. Afinal, no interior da Nova Ordem, até mesmo os “peões” são vigiados.

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˹Centro de Operações da Divisão dos Projetos Especiais, Janeiro de 2002 ˹
Tudo está em ordem Dr. Malcolm? ... Dr.??
         Não, nada estava em ordem fazia um tempo. Ele sabia, e como um dos responsáveis por aquele laboratório seria cobrado. O pior, nem satisfações haviam sido dadas sobre o intenso corte nos orçamentos, como é que eles esperam que os projetos ofereçam um relatório satisfatório nesse semestre, falou em voz alta para surpresa de uma jovem assistente colaboradora.
         Tudo por causa do seu antigo superior, Saw Tsu Wo, e as experiências que mantinha, era óbvio que da maneira que foi feita logo alguém descobriria [todos tinham uma opinião em comum, esse tipo de estudo, de alto risco, não deve ser mantido em segredo dos outros membros da Divisão]. Agora um novo homem está no comando, Cristiano Salcedo, sua influência pode ser útil, todos naquele lugar esperam que ele traga consigo dinheiro para que tudo volte a funcionar perfeitamente.
Mas ele não podia esperar, Malcolm tinha planos para conseguir verba, afinal não tinha como continuar trabalhando naquelas condições!
Embora fizesse certo tempo que não pedia nada para seus velhos aliados, a Pentex, correu para o telefone em sua sala, e sem pensar duas vezes ligou para um contato em Suzano. 
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Um almoço foi agendado e as cartas foram jogadas.
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Era obvio nenhum dos lados faria nada de graça, mesmo assim as condições agradaram ambos. A conversa foi rápida, a comida digerida e papéis foram assinados.
Seu contato, representante da Pentex, precisava de alguém em São Paulo, capital, alheio as intrigas internas da empresa que pudesse desenvolver e administrar um laboratório de experiências genéticas anômalas em híbridos de lúpus-sapiens. Toda a verba necessária para o financiamento desse complexo, e as experiências em seu interior, seria liberada. Era tudo que o Doutor precisava ouvir, mesmo depois de ver aquelas fotos que enojariam e colocariam um fim no almoço de qualquer pessoa sã.
Estava feito, em meados de Março o laboratório receberia os tubos de ensaios com primeiras cobaias, e os homens da Pentex foram apresentados, pesquisadores que a partir daquele momento trabalhariam  com Malcolm. Talvez o cheiro estranho e órgãos deformados de alguns deles pudesse incomodá-lo no começo, mas em virtude da situação logo se acostumaria.

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... continua ...









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## Situação da União Tecnocrática no início de 2002 ##


...As decisões regionais devem ser reportadas ao Centro de Controle da União em Brasília...


Reportando ■ Sindicato

Com a queda do poder decisório do Sindicato a convenção perdeu força no Brasil, particularmente a Divisão de Projetos Especiais. Os atuais responsáveis da convenção no Brasil são Catharina Guimarães, Gerente Geral do Controle de Mídia e dos Impositores, Alberto Yuri Santso, Diretor dos Financiadores, e Cristiano Salcedo, recém instituído no controle da Divisão de Projetos Especiais, ocupando a antiga posição de Saw Tso Wu. A base de controle do Sindicato está localizada no Centro Empresarial de São Paulo, maior estrutura desse tipo da América Latina localizada no Jardim São Luis - zona sul da capital -, ao lado da marginal do rio Pinheiros. Todas as diretorias e escritórios do Brasil se reportam aos seus representantes nesse complexo.


Reportando ■ Progenitores
Os Progenitores desenvolveram uma ampla rede de laboratórios privados no território, inclusive na região da Mata Atlântica e Pantanal, sua principal base de pesquisa está localizada no Rio de Janeiro. Contudo, embora seu número seja grande, o poder de decisão no interior da Ordem sempre esteve longe de suas mãos. Os representantes da convenção são Stephen Duvall, Diretor da FACADE, Robert Leader e Mary Balabam dos Genengenheiros, e Herve Tiersen dos Farmacotécnicos. A divisão central de pesquisas dos Progenitores no Brasil se encontra em uma conhecida universidade privada no Rio de Janeiro, contudo, os Farmacotécnicos mantêm certa autonomia, mantendo seu centro de pesquisas na Universidade de São Paulo – planos de instalação de uma sede autônoma na cidade estão em andamento.


Reportando ■ Nova Ordem Mundial

A Nova Ordem Mundial, antes presente de forma informal,   após os últimos eventos, para garantir que a tecnocracia no Brasil tomasse um rumo ligado ao modelo internacional, designou mais agentes para as sub-sedes regionais, em alguns casos membros escolhidos das fileiras de base da convenção. Sua central fica em Brasília, mantendo sob controle boa parte do aparato da ABIN, mas, em todas as capitais mantém escritórios de informação. Christiane Jeaunet é a responsável pelo controle da Torre de Marfim no território nacional, dois supervisores representam os Operativos sob controle da rede de informações no país, Claudia Charlene e Renato Astral. Além deles, outros membros de alto escalão dirigem as ações da agência, mantendo uma rígida direção e tutela direta sobre o Diretório Sul-americano. O centro de operações da convenção encontra-se localizado em Brasília desde 1999, ano de criação da ABIN. Em São Paulo, e outras capitais, a Superintendência Regional da ABIN serve como ponto de controle e comunicação formal entre os seus membros.


Reportando ■ Interação-X
A convenção mantém suas forças concentradas nas zonas de fronteira, em particular no conflito da Amazônia e no mais recente ponto de atenção, Bahia, onde foi inaugurada uma base recentemente. Além disso, experimentos ligados aos progenitores são práticas tradicionais no Rio de Janeiro. A rede de influência e ligação entre essas duas convenções passa por universidades federais e privadas no eixo sul-sudeste. Gerissem Wolfgang é o responsável pelas decisões gerais da convenção no Brasil, e particularmente entre as pesquisas dos Biomecânicos. A central de pesquisa e monitoramento de projetos da Interação-x fica na Universidade de Brasília, mas mantém células, que em certas situações trabalham em conjunto com outros agentes tecnocratas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade de São Paulo.


Reportando ■ Engenheiros do Vácuo

Convenção que sempre manteve prioridade nos recursos no território nacional graças aos efetivos de exploração nas regiões fronteiriças, os Engenheiros do Vácuo mantiveram durante as décadas de 80 e 90 um papel significativo na manutenção dos projetos e desenvolvimentos dos Progenitores e da Interação-X. A Divisão de Fronteira Terrestre é o grupo de maior expressão, mantendo três diretores nacionais que respondem diretamente a diretoria internacional dos Engenheiros, são Oswaldo Ruan Lacerda, Lis de Andrade Rastov, e René Salgueiro. As Tropas de Especialistas em Neutralização receberam um aumento do recursos financeiros e de homens no território depois dos incidentes da virada do milênio, seu responsável é o Coronel Tildesley. Nos últimos anos um projeto financiado pelo Sindicato ganhou atenção no litoral do sudeste, gerando um crescimento nos corpos da Equipe de Exploração Aquática. Escritórios regionais são mantidos nas principais capitais do país, geralmente próximo aos prédios da Polícia Federal e Corpos Militares (quando não em seu interior), contudo, o centro de controle atual fica em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.
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Capítulo III – [A Toca do Coelho]

“Havia portas por toda a volta do aposento, mas estavam todas trancadas, e depois que Alice percorreu uma a uma, tentando cada porta sem sucesso, ela voltou tristemente para o centro do quarto, pensando sobre como sairia..”.


Graças aos eventos que ocorreram na virada de milênio a Tecnocracia brasileira, enfraquecida desde o final da década de 80, conseguiu angariar recursos financeiros e, consequentemente, mais agentes para uma investida contra redes sobrenaturais. O intuito era impedir que algo tão grave pudesse ocorrer novamente, afinal, semelhante situação prejudicaria o paradigma da própria realidade. Desta forma o Sindicato paulista, maior força tecnocrata no Brasil, recebeu agentes e recursos da sede tecnocrata de Brasília, muitos destes recursos aprovados diretamente das bases na Europa e América do Norte.


Além disso,  se iniciou um protocolo de fortalecimento da fronteira espaço-dimensional (película) na região do nordeste, em particular na Bahia, onde tradicionalmente forças espirituais tinham grande predominância. Na verdade, o Brasil estava servindo como teste de um novo protótipo da Interação X.


Todo recurso em São Paulo foi conseguido graças à influência de Roberto D’Ávila, Gerente Geral da Rede Financeira da Tecnocracia na América do Sul. Com a ajuda de Wenk Liu Haw, Subsecretário dos Assuntos Adjuntos do Sindicato na China Continental. D’Ávila conseguiu com que o problema da virada do milênio ganhasse proporções relevantes para uma ação incisiva.


O projeto de D’Ávila – O Programa de Erradicação Primário – foi implantado em fevereiro de 2001, tendo o intuito de detectar a movimentação e instalação de grupos errantes de místicos, amaldiçoados, garou e outros desvios no padrão do paradigma. Grande parte dos despertos errantes, membros ou não das tradições místicas, foram catalogados durante a implementação do projeto no primeiro semestre de 2001. Alguns grupos, em maior número e presença mais marcada na cidade, receberam agentes infiltrados que rapidamente conseguiram arquivar suas ressonâncias.


Contudo, depois dos eventos de outubro, mês em que a Central Mundial do Sindicato nas Torres Gêmeas foi derrubada por terroristas, os planos passaram por uma releitura...


A presença do Sindicato em São Paulo sempre foi preponderante, alimentando uma invejosa situação frente aos membros da Nova Ordem Mundial, sobretudo para os lideres da convenção em Brasília, palco de embates políticos marcantes.


A queda das Torres Gêmeas serviu, no mundo todo, como uma faca de dois gumes no seio da Tecnocracia. Ao mesmo tempo em que enfraqueceu a força do Sindicato, fez com essa convenção exigisse mais recursos e controle para que isso não ocorresse novamente, algumas vozes comentaram que o evento teve sua origem  em planos no interior da Ordem.


No Brasil, graças ao enfraquecimento do controle do Sindicato mundial, planos internos vieram a tona: No inicio de novembro foi reconhecido à presença de um antigo membro da Nova Ordem no interior das Tradições Místicas – Afonso Maltrovith. Graças a sua readaptação um projeto secreto de Liu Haw – gerido em São Paulo por um assessor direto – Saw Tso Wu (Diretor Geral da Divisão de Projetos Especiais do Sindicato Paulista) – foi descoberto na Lapa. Infelizmente para os planos de Liu Haw, Maltrovith (antes de sua readaptação) e alguns garou foram descobertos no local, em uma tentativa fracassada de invasão do laboratório aonde seus planos iam sendo executados.


Embora os fins do projeto não tenham sido divulgados para todos os níveis tecnocratas, a posição do Sindicato tornou-se delicada na cidade.


Concomitantemente a recolocação de Maltrovith nas fileiras da tecnocracia, e com ele parte das senhas de algumas instalações e informações restantes entre os adeptos e outros despertos, os dirigentes tecnocratas – agora com suas decisões mais divididas entre as convenções – decidiram organizar uma rápida reunião para decidir quais os caminhos deveriam ser traçados diante da nova situação.


...Continua...

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Capítulo II - Até onde os olhos enxergam...


 "... Sim, uma palavra que, como todas as mais, só por outras palavras poderá ser explicada, mas, como as palavras que tentaram explicar, quer tenham conseguido fazê-lo ou não, terão, por sua vez, de ser explicadas..."

...Depois dos acontecimentos da virada do milênio...

Logo no início de 2001 o mestre Oshem dos akashas Vajrapani resolveu pedir ajuda a Suo Hanto, líder dos Li-Hai em São Paulo em busca de possíveis soluções e esclarecimentos para o enigma das previsões que haviam sido realizadas através de seu conhecimento do mundo espiritual. Oshem e Hanto, acompanhados de dois aprendizes, partiram para o mundo espiritual em busca de explicações no começo do segundo semestre.

Nabuco, líder da Sociedade de Pan, aproveitou a deixa para ir visitar a Capela Espiritual Plural da Bahia, sede de cultistas e oradores, em busca de iluminação para suas percepções e futuros problemas. Enquanto isso, os herméticos, depois do acontecimento com Hermógenes, acharam melhor pedir reforços contra as possíveis ações tecnocratas na cidade. Através de William, bani Bonisagus líder da capela, Alencastro, um reconhecido professor Flambeau, chegou da Espanha para fortalecer a ordem. Além disso, Hermógenes pediu auxílio para um velho aluno da Capela da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro – Samuel Eolis, bani Bonisagus.

Devido aos problemas surgidos com os adeptos – invasão tecnocrata dos sistemas da cidade – foi necessário um chamado, e alianças, para suprir a difícil situação de manutenção de parte da Teia Digital mantida em São Paulo e das informações mantidas sob sigilo. Velhos aliados, como a facção dos Cyberpunks, tornaram a ter um papel importante, enquanto que o reaparecimento de um antigo agente tecnocrata da época da ditadura Afonso Maltrovith, livre após longo tempo preso em um lapso temporal (desde a época do incêndio do edifício Joelma) foi essencial. Após sua confirmada “troca de lado”, representada na entrega de vários códigos e senhas das redes virtuais dos tecnocratas no Brasil... e de uma digitalização das condições de sua psique.

A aliança com parte dos Garou da cidade foi essencial para manter sob controle a influência dos amaldiçoados (vampiros) e das entidades sobrenaturais sem controle. Servindo também como ajuda para o resguardo e segurança contra uma possível investida dos tecnocratas. Ajuda firmada graças à ação da Capaíluse na repressão a uma estranha força, nunca antes vista na cidade, ajudando os Garou a mandá-la de volta ao mundo espiritual (provavelmente resquícios dos eventos da virada do milênio). Naquele momento, devido à viagem de Nabuco, a cabala Capaíluse formou-se a partir dos seguintes membros: Michel, adepto dos Cypherpunks; Josué, corista dos Latitudinarians; Nália, uma pupila de Hermógenes, hermética bani Fortunae; e no lugar de Nabuco, o recuperado Robson, cultista dos Acharme.

O pior veio a acontecer nos meses de agosto, setembro e outubro, com o desaparecimento de alguns despertos, entre eles, experientes mestres e lideres. O primeiro caso foi do “desaparecimento” de um adepto pouco conhecido, mas que mantinha relações com a Central de Informações (Capela dos Adeptos). Embora não tenha sido considerado um caso de desaparecimento inicialmente, mesmo porque os adeptos costumam ficar sem se comunicar durante muito tempo, após os outros casos a situação ficou clara: um estudante dos eutanatoi, que deixou de comparecer nas reuniões obrigatórias da Capela de São Bernardo (seu desaparecimento ficou sob sigilo dos Eutanatos até que os outros viessem à tona);  e o desaparecimento coletivo do mestre Flambeau Alencastro, o jovem Bonisagus Ivan Stocklos, a estranha Oradora aliada dos Garou Anika, e o adepto Cyberpunk 0/312.

No inicio de novembro os herméticos chamaram uma reunião urgente para que se tomasse uma iniciativa frente aos desaparecimentos...


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Capítulo I – ""... do passado dia da "gente dos Chpigúlin"".


...São Paulo, virada do Milênio... ## Céu Estrelado ##

Durante novembro e dezembro de 2000 a cidade de São Paulo passou por uma série de eventos catastróficos, incêndios e terríveis acidentes de transito, somados a um gradativo aumento da violência e vandalismo em geral. Grandes inundações advindas de chuvas torrenciais inundaram áreas que nunca tinham sofrido com isso antes.


Segundo análises dos despertos da cidade, a maioria destes eventos teve sua origem no lapso temporal que ocorreu na zona central de São Paulo, expandindo-se para as cidades próximas. Os membros dos cultistas (Culto do Êxtase) aliados aos herméticos (Ordem de Hermes) com ajuda dos adeptos (Adeptos da Virtualidade) alcançaram a fonte do problema – um antigo e forte grupo de nefandi havia realizado um ritual uma semana na frente do surgimento do lapso de tal magnitude que ocasionou um grande distúrbio no espaço-tempo.


Um grupo cultista, liderados pelos membros da Sociedade de Pan, Nabuco e Júlia, e pelo professor hermético Fortunae Hermógenes, conseguiu evitar os planos nefandi na capela eutanatoi (Eutanatos) em São Bernardo do Campo, entretanto diversas conseqüências surgiram deste evento. A aliança momentânea despertou intrigas e feridas antigas entre os herméticos e os eutanatos e foi responsável pela criação na cidade de uma cabala para manter um controle sob o movimento dos despertos e maior coordenação e comunicação entre as tradições: Cabala Paulistana de Iluminação e Segurança, CAPAÍLUSE.

Entretanto, houveram baixas entre as forças das Tradições Místicas, um mestre akasha (Irmandade de Akasha), Manu, um jovem cultista, Irã Lorenzo dos coristas (Coro Celestial). Além disso, Hermógenes ficou seriamente ferido, impossibilitado assim de continuar com seu posto na capela hermética de Campinas. A Capela dos cultistas da Sociedade de Pan, na Rua Augusta, foi seriamente afetada pelas forças nefandi, suas bases e ressonâncias foram intensamente transformadas. Ainda, um envolvimento com amaldiçoados (vampiros) trouxe preocupações, já que a partir de então eles ficaram conscientes da existência de despertos das imediações da Avenida Paulista. Muitos vazios do interior desapareceram como conseqüência dessa intriga com os amaldiçoados, enquanto isso, aqueles que residiam na capital acabaram se aproximando das tradições graças à influência de Júlia e Nabuco. Outra considerável perda foi o desaparecimento do único grupo de oradores (Oradores dos Sonhos) na cidade com grande parte de seus aliados garou (lobisomens).


As consequências desses distúrbios levou a que as Tradições passassem por uma reconstrução de suas bases e se questionaram sobre o que realmente ocorreu, muito mistério ainda pairava sobre os acontecimentos. Mesmo assim, janeiro e fevereiro foram meses de conflito por parte dos adeptos e principalmente, dos garou, já que enquanto os primeiros esforçaram-se para se livrar dos diversos vírus tecnocratas infiltrados em seus sistemas (devido à presença dos mesmos na contenção da área de efeito do fenômeno). Os garou tiveram que se esforçar para limpar o mundo espiritual das invasões resultantes dos buracos umbrais gerados pelo distúrbio temporal.

O evento mais angustiante do primeiro semestre foram as contínuas previsões, sinais e percepções entre as tradições. As visões de Júlia da Sociedade de Pan, e análises de Hermógenes entre os herméticos da casa Fortunae, e as observações de mestre Oshem dos akashas. Embora todos estivessem com seus problemas particulares para resolver uma pequena investigação conjunta levou a conclusões desesperadoras: Três prováveis ramos interpretativos foram encontrados, sendo que em dois deles as Tradições perderiam em muito a sua influência na cidade devido ao retorno da força tecnocrática do eixo de Brasília.

Segundo Júlia, em suas percepções do Princípio do Êxtase os três ramos se configuravam com a seguinte rota:

*Uma corrente menor, de grande fluxo do ciclo kármico em sua faceta mais entrópica significaria um extermínio em massa, indiscriminado e fatal.

*A corrente mais forte era a do equilíbrio entre a ressonância entrópica do ciclo kármico e o padrão estático representada no poder tecnocrata, simulando o próprio equilíbrio, era a melhor solução, com recuperação eminente das possíveis tragédias.

* Já a terceira corrente, embora não tão destrutiva como a primeira, era a mais preocupante, pois encarava a força estática como central e poderosa o suficiente para impedir o ciclo kármico correto, enfim, representada na impossibilidade total do retorno ao equilíbrio perdido, pelo menos, não de forma visível no horizonte.

Essa última corrente é a chave que Hermógenes interpretou como um retorno do poder tecnocrática sobre o Brasil, ou pelo menos em São Paulo, com grande força. Já Oshem, observou que a primeira corrente era a mais imprevisível e inaccessível. Assim, de acordo com cada interpretação os mestres e lideres entre as tradições aliadas em São Paulo resolveram tomar uma iniciativa.


... Continua...



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História dos despertos - Introdução


São Paulo é palco de confusas e estranhas alianças entre despertos que convivem com a intensa presença dos amaldiçoados (vampiros). Pactos e reciprocidades entre as facetas das tradições místicas na cidade ganharam algum corpo somente após a virada do milênio. Embora isso seja, em parte, um reflexo do terrível regime militar que permitiu um avanço expressivo da tecnocracia, desde a chegada dos primeiros representantes das tradições no Brasil (sob seu aspecto predominantemente europeu) uma união sólida nunca existiu.



A vinda da família real portuguesa trouxe consigo os primeiros grupos de despertos que adotaram o Brasil como residência fixa. Muitos artífices maçons que procuravam uma rota de fuga da crescente pressão da ordem da razão conquistaram no Brasil independente uma autonomia relevante. Outros, sobretudo herméticos, atravessaram o atlântico acreditando que aquela era a chance para manter suas práticas sem o julgamento e punição dos olhos da Europa.



O século XIX foi marcado pelo prolixo e conflituoso convívio de seres sobrenaturais nas ruas de São Paulo, naquele momento uma pequena e periférica cidade do recente Império do Brasil. A grande presença de licantropos na região não intimidou a presença dos amaldiçoados, que logo impuseram seu domínio no perímetro urbano. Os despertos nunca mantiveram um número relevante na região até as décadas finais do século. Até então, o prelúdio de uma guerra estava se desenhando para os anos que viriam.



O crescimento abusivo da cidade, consumindo todos os recursos naturais e conquistando áreas rurais até então mantidas sob proteção dos licantropos fez com que São Paulo, nas primeiras décadas do século XX, se tornasse um campo de batalhas. A ordem da razão, auxiliada pelo crescente poder dos amaldiçoados, via caminho para tecer suas teias, enquanto poucos herméticos trancavam-se em seus santuários, percebendo então que a sua tranquilidade se diluía rapidamente. O avanço tecnocrático sob a cidade só não se impôs de forma incisiva e agressiva, devido sua necessidade de eliminar os focos nefandi, e inúmeros grupos de feiticeiros, em número graúdo até então.



A marcada corrente migratória do começo do século trouxe consigo mais do que mão-de-obra para o cenário paulista, grupos de despertos organizados em núcleos de imigrantes começaram a se organizar, timidamente no começo, mas ganhariam força nas décadas seguintes. Entretanto, esse número não representou um obstáculo para as atuantes forças tecnocratas, resultado direto da crescente influência dos Estados Unidos que, ao mesmo tempo, resultou e contou com o aparato do golpe militar de 1964.



Não foi a toa que as tradições começaram a unir suas forças, parcialmente, a partir da década de 60, ação nomeadamente incentivada pelos integrantes do êxtase (Culto do Êxtase). Assim, herméticos e akashas, em maior número na cidade, começavam a conversar mediados pelos carismáticos membros do culto. Ainda, arranjaram uma pequena aliança sobrenatural graças aos desconfiados oradores.



Mesmo com essa “união” em torno dos membros do êxtase o aparelho repressivo militar ao lado da tecnocracia somente foi rivalizado com a ação popular, aliada, aos novos coligados encontrados nas fileiras tecnocratas, os adeptos, essências no desmantelamento da rede de informação dos agentes do sindicato e na exposição dos projetos ilícitos dos progenitores.



Com o fim do regime militar na década de 80 a tecnocracia perdeu consideravelmente sua força no Brasil, fazendo com que as tradições se voltassem para suas práticas particulares, deixando de lado a frágil união até então conquistada. A década seguinte foi de um crescimento da desconfiança entre as tradições, com conflitos localizados entre herméticos e eutanatos, e internamente entre os akashas.



A tecnocracia se isolou nos institutos de pesquisa, contudo, sua força não extrapolava uma grande influência responsável por direcionar e organizar estudos em busca de mais membros para suas fileiras, já que agentes despertos nunca foram em grande número. O sindicato manteve-se como a convenção mais marcante em São Paulo, perdendo sua força em Brasília para a nova ordem, e no Rio de Janeiro para os progenitores.

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Regras - Adaptações para o novo sistema: Parte 1

Embora as regras da nova versão do sistema Storyteller (agora Storytelling - vale destacar que são outros jogos, não pretendendo fazer qualquer conexão com o antigo cenário) sejam mais dinâmicas, as transformações profundas em alguns cenários - principalmente o de Mago - fizeram com que eu recusasse a idéia de adotar completamente o sistema de regras, contudo, parte delas é extremamente útil para evitar um prolongamento desnecessário das partidas durante ações de combate, e outras ocasiões.

Uma das grandes mudanças dessa versão é a fusão das paradas de ataque e dano. No antigo sistema o personagem tinha que testar o ataque, e depois jogava os dados de dano, e ainda havia chance de uma possível absorção para o defensor utilizando-se de seu valor de vigor quando possível. Para compensar a eliminação desse sistema de absorção de dados, o defensor tem um número fixo de defesa, geralmente o valor de sua destreza ou raciocínio (o menor) que é usado para subtrair dados do oponente em alguns casos.

Um exemplo para esclarecer:
José, um policial militar percebe que está sendo seguindo por um “meliante” que ele havia baleado e prendido meses atrás, Assustado com a possibilidade de que o jovem esteja querendo vingança ele saca seu velho 38 e atira na sua direção. Sua arma adiciona +1 em sua parada de dados de 4 dados (destreza 2 + armas de fogo 2), totalizando 5. Ele conquista dois sucessos (8, 8, 5, 6, 7), causando dois pontos de dano letal no seu alvo. Como fica claro nesse exemplo a dificuldade padrão agora é oito, e testes que não envolvam combate geralmente são realizados com apenas um sucesso (diferente dos três necessários no sistema anterior).

Os modificadores ainda estão presentes – se estivesse chovendo muito, ou seu alvo estivesse a uma grande distância, José perderia mais dados de sua parada, mas não teria sua dificuldade aumentada (como acontecia anteriormente). Se essa redução levar a parada de dados do personagem a zero dados, ele ainda pode tentar o teste de sorte – nesse, com apenas um dado ele precisa de um 10 para ter sucesso, contudo, se ele tirar um 1 ele sofre uma falha dramática (antiga falha crítica) – é somente nesse caso que em que ela ocorre (o 1 não cancela sucessos como acontecia). Se o combate tivesse ocorrido corpo-a-corpo, ou com armas brancas, o alvo de Josué poderia utilizar sua defesa (destreza ou raciocínio, o menor) para subtrair dados do ataque do oponente. O ataque aconteceria usando o valor da força somada a briga de Josué, menos a defesa do alvo.

Note que a defesa do alvo não é automática, ele deve querer evitar o ataque para que possa ser usado para subtrair os dados, logo, ele deve estar consciente de que está sendo atacado. Ataques a distância, geralmente, não podem sofrer redução de dados pela defesa do alvo, contudo, se o “meliante” tivesse tido a iniciativa (agora joga-se um dado e se adiciona o valor da destreza e do auto-controle) ele poderia se esconder atrás de um poste, ou embaixo de um carro, respectivamente um e dois dados de cobertura. Valores que seriam subtraídos do valor total do ataque de seu oponente.

Para terminar vale a pena explorar dois aspectos relevantes que também adotei das novas regras, o sistema de explosão do 10 e o de êxito excepcional, No primeiro a cada 10 tirados nos dados, o jogador pode jogar outro dado logo em seguida, e assim por diante, enquanto conseguir manter sua sorte com seguintes 10. Já a regra de êxito excepcional atribui um efeito de gratificação adicional (algo importante e benéfico ocorre) no teste que esta sendo realizado quando o jogador consegue cinco ou mais sucessos.

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